quarta-feira, 25 de abril de 2018


Começo do adeus

A saudade me despedaça, não passa um só minuto. Faz questão de lembrar do eu fui e do que tive, algo que nunca mais vou ser e algo que nunca mais terei. As nossas promessas soam como músicas em replay em minha cabeça. Me pego pensando que o  o mundo deveria ser a favor do amor, logo após duvido da afirmação: o mundo deveria, ou nós dois deveríamos?

Tudo precisa começar

Cá estou eu mais uma vez. Pensando o que seria bom suficiente escrever. O que vale a pena falar? Os Lumineers estão tocando bem atrás de mim e isso é maravilhoso. Eles são a melhor banda do mundo pra mim neste momento. Escrever ao som de Charlie Boy parece mágico. Tenho dificuldades de continuar as coisas, mas sinto que preciso começá-las e acima de tudo, dar continuidade até terminá-las, ou simplesmente só dar continuidade mesmo, não é necessário ter um fim. E assimd everia ser com todas as coisas boas. Minha vida é cheia de problemas e frustrações, como a vida de qualquer pessoa que passou ou está passando pela terra. Eu amo escrever, embora tenha muito tempo que eu não faça isso, mas, eu amo! Não escrevo bem, mas gosto de escrever, por enquanto me basta.
Ultimamente tenho sentido a necessidade de ir avante. Uma necessidade de conquistar coisas. Necessidade essa, que é impulsionada pela saudade das coisas que nunca vi, que nunca vivi. Espero deixar essa saudade para trás, e passar a ter saudade daquilo que realmente tive. Não quero ter uma vida cheia de frustrações e sonhos não realizados, mas viver é difícil. Existem tantos empecilhos para que nós cheguemos a nossos sonhos, a preguiça, a acomodação, as pessoas ruins, e até as que não são ruins. A questão é: Quanto você quer esse sonho? Quanto tempo mais você vai sofrer por não ter corrido atrás antes? Os Lumineers me lembram aqueles campos cheios de flores e verdinhos que existem na Europa. Não sei se é inspiração dessas séries celtas e nórdicas maravilhosas, mas eu sonho em um dia conhecer essa liberdade. Ter o que contar para os meus filhos. As viagens que fiz, o que aprendi, a liberdade que só uma viagem para um lugar que você não conhece pode proporcionar... Meu coração anseia pelo intenso, e ainda não conheço nada mais intenso que poder correr pelos campos celtas lembrando de cada história interessante que pensei em viver, e como foi até chegar alí. Minha caminhada não começou hoje, já faz um tempo, mas nunca é tarde pra escrever. Espero que meus filhos possam ler isso.